Resenha: Cáp. "HIPÁTIA DE ALEXANDRIA: POR UMA HISTÓRIA NÃO IDEALIZADA" by Águeda Vieira - Filósofas
- Mackson Douglas
- 27 ene 2024
- 2 Min. de lectura

No capítulo, Águeda Vieira, aborda o quão pouco é encontrado sobre a vida e atuação de Hipátia. Considerado um verdadeiro quebra-cabeça no qual poucas peças revelam uma imagem de quem ela realmente foi. De início, são abordados fatos sobre como aconteceu e quem incentivou sua morte.
A autora relata que a morte de Hipátia muitas das vezes foi relacionada ao contexto religioso da época e o arcebispo Cirilo foi indicado como o provocador de sua morte. Hipátia foi memorável mas, infelizmente, teve um fim trágico em uma cidade cheia de esplendor.
O capítulo teve como objetivo, mostrar alguns mitos que surgiram em torno de Hipátia e destaca o que é historicamente conhecido sobre ela. As razões e circunstâncias que causaram sua morte — a qual é sempre mencionada — e é impossível não se sentir tocado ao falar sobre o ocorrido, tendo em vista a violência e gravidade como tudo ocorreu.
Hipátia foi assassinada por uma multidão de cristãos depois de ser acusada de exacerbar um conflito entre duas figuras proeminentes em Alexandria: o governador Orestes e o arcebispo de Alexandria, Cirilo de Alexandria.
É inviável falar sobre Hipátia e não mencionar sua morte. Mas, por que reforçar apenas a morte dela e não a pessoa que ela foi? De fato, ao falar de Hipátia e também pela forma que foi morta, é bastante difícil ter que pensar em outra coisa, ou até mesmo não sentir a dor que ela sentiu ao ser apedrejada por pessoas que se diziam cristãs. Além do mais, devemos lembrar do quão sábia ela foi e de sua importância para a história, tornando-se a maior pesquisadora da Alexandria nos campos da matemática e da filosofia, deixando para o futuro grandes descobertas.
Referência:
PACHECO, Juliana: (Org.). Filósofas: A presença das mulheres na filosofia. Porto Alegre: Editora Fi, 2016. pp-64-83.




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