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Resenha: Filme "Alexandria (Ágora)"

  • Foto del escritor: Mackson Douglas
    Mackson Douglas
  • 20 dic 2023
  • 2 Min. de lectura

Capa do filme "Alexandria (Ágora)"

O filme "Alexandria (Ágora)" relata a história da primeira mulher documentada como tendo sido matemática, Hipátia, filha de Téon de Alexandria, um renomado filósofo, astrônomo, matemático. Ela ensina filosofia, matemática e astronomia da escola platônica em Alexandria, no Egito entre os anos 355 e 415 d.C.

Hipátia tem entre seus alunos Orestes, que a ama, sem ser correspondido, e Sinésio, adepto do cristianismo. Seu escravo Davus também a ama secretamente. Ela não pensava em se casar, dedicando-se somente aos estudos, à filosofia, matemática, astronomia, e sua principal preocupação é com o movimento da terra em torno do sol.

No filme ela é vista como uma mulher sábia e reconhecida pela sua autoridade por ser muito participativa nos assuntos da sua cidade e é considerada uma das mulheres mais importantes na História Antiga, uma das últimas intelectuais a trabalhar na biblioteca de Alexandria, cidade super agitada por ideais religiosos diversos: o cristianismo, que passou de religião tolerada para religião intolerante, convive com o judaísmo do povo hebreu e a cultura greco-romana.

No cristianismo, o papel da mulher é de subordinação, mas Hipátia não permitia ser subordinada a ninguém. Por ter recusado se converter ao cristianismo, foi acusada de ateísmo e bruxaria, dessa forma, teve um fim trágico sendo arrastada pelas ruas da cidade até uma igreja, onde foi cruelmente torturada até a morte devido a inveja e ganância de homens de sua época.

Hipátia pagou com a vida suas próprias convicções sendo condenada pela intolerância religiosa dos cristãos, sendo este, mais um crime hediondo que eles registram. Ela mesma não entendia como o Cristo pregava o perdão e amor e os seus seguidores faziam o contrário.

Atualmente, a submissão das mulheres com os homens na religião cristã é nítida. É injustificável o grande número de casos de assédio moral que são submetidas, em números alarmantes se comparados com os casos contra homens. Esse tipo de assédio implica estados de depressão e medo que diminuem o desempenho numa carreira profissional e contribuem ainda mais para a manutenção e permanência do machismo nos dias atuais.



Referência:



ALEXANDRIA (Ágora); Direção: Alejandro Amenábar. Produção: Fernando Bovaira, Álvaro Augustin. Youtube. 9 de outubro de 2009. Duração: 121 minutos.

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Projeto experimental desenvolvido na disciplina Oficina de Planejamento Gráfico e Editoração. Curso de jornalismo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), sob orientação do professor Vitor Braga.

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